domingo, 10 de julho de 2011

Derrepente 15
O mundo parece tão belo, mas tão complicado
Tudo parece tão exagerado
Eu vejo pessoas por todos os lados
Mas nenhuma parece me entender, ou se importar
com o que eu penso.


Eu corro mais do que o vento
E parece que nunca saio do lugar
Tudo parece mudar
E ninguém mais parece me adorar como 
quando na minha infância.


Eu já não tenho o mesmo jeito de criança
Todos por todos os lados
Me olham zangados
Me dizendo o que fazer
Eu me sinto manipulada.


E chateada começo a pensar
Na beleza da minha idade
Apesar das obrigações e aborrecimentos
Das espinhas e dos tormentos
Eu já sou quase mulher.


Uma flor a desabrochar
Mais preparada para amar
Como uma rosa em botão
Que mesmo caindo ao chão
Não se despedaça.


Eu me sinto crescer
Me vejo amadurecer
Sou menina-mulher
Brincando com uma flor de mal-me-quer.


Nos meus derrepente 15
Me sinto inebriada
Me vejo apaixonada
Pela idade, acanhada
Me vejo passear.


Em busca de cores
Em busca de amores
Vejo a vida passar
E com ela minha idade
Minha estranha mocidade
Que parte com o luar.

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